sábado, 12 de janeiro de 2013

Entrevista à Sara Farinha

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1.       Como é que te surgiu a ideia para este livro?

O tema de ‘Percepção’ surgiu num texto que li numa das muitas pesquisas online, que continha um pequeno conjunto de explicações sobre os signos, e as susceptibilidades de algumas pessoas às emoções dos outros.
A ideia dos predadores de emoções alheias despertou a minha curiosidade e, mais tarde, alarguei o âmbito da pesquisa e comecei a formar o conceito que se transformou em ‘Percepção’. Atraída pela possibilidade de juntar Ciência e Paranormal, investiguei o que existia sobre o tema, e comecei a escrever sobre ele.

2.       Como é que te sentiste ao ver o teu livro editado?

Segurar o meu primeiro livro nas mãos foi uma experiência emocionante. Assim como, poder partilhar esse momento e todos os que se seguiram, com as pessoas que fazem parte da minha vida. Tem sido um orgulho e uma chamada de atenção para tudo aquilo que é possível fazer se nos predispusermos a trabalhar para isso.

3.        Enquanto escritora estreante, o que achaste da recepção do teu livro pelo público?

Um ano depois, ainda sinto que há interesse em ler este livro e que a comunidade de leitores, que se agrega no mundo virtual, tem-lhe prestado bastante atenção. O que, para um autor estreante, quer dizer alguma coisa.
Não é demais agradecer a todos os que leram e opinaram sobre ‘Percepção’ pelo que quero aproveitar e deixar aqui o meu sincero Obrigada.

4.       O sobrenatural é algo que te fascine?

O sobrenatural (entendido como aquilo que existe fora das leis da natureza) e o fantástico (o que só existe na imaginação) são, sem qualquer margem para dúvida, algo que me fascina.
A Ficção Especulativa, a Fantasia e a Ficção Científica são géneros que sempre me atraíram. Como leitora, e como escritora, agrada-me a criação de mundos, o potencial na mistura de ciência e fantasia e a riqueza de vivências alternativas. Adoro o poder que estes géneros literários têm de nos transportar para outras realidades, de traçar paralelismos e usar metáforas, de introduzir alguma magia nesta existência às vezes tão banal.

5.       A tua experiência profissional e académica ajudou-te na concepção do livro?

Acredito que minha experiência académica me proporcionou algumas ferramentas, a nível pessoal e educacional, que influenciaram a minha escrita. Foi aí que fui exposta ao estudo dos comportamentos individuais e sociais dos seres humanos e onde aprendi a teoria que sustenta a pesquisa e a investigação sociológica.
Quanto à experiência profissional, acho que tem servido para comprovar tudo aquilo que os manuais escolares debitavam. Todas as experiências são valiosas quando se escreve com regularidade e, num contexto em que é cada vez mais difícil gerir a quantidade e diversidade de indivíduos, todas essas vivências são preciosas para um melhor entendimento da natureza humana.

6.       Qual é a tua personagem preferida e porquê?

Sinto um carinho muito especial por Albert, o descontraído companheiro de casa de Joana. Ele contribuiu bastante para a paz relativa em que a personagem principal vivia, no início da história, com a sua personalidade jovial e desregrada. A influência subtil de Albert, para além da amizade entre eles, ajudava Joana mais do que ela própria tinha consciência.

7.       Quais são os autores que mais te influenciaram e que mais aprecias?

São vários, os meus autores favoritos, e fazem parte duma lista em contínuo crescimento: Fernando Pessoa, Eça de Queirós, J.R.R. Tolkien, Florbela Espanca, Bram Stoker, Oscar Wilde, J.R. Ward, Luis Sepúlveda, Stephenie Meyer, Laurell K. Hamilton, Richelle Mead, Nora Roberts, Anne Lamott, entre tantos outros.
Aqui a palavra de ordem é Diversificar. Adoro misturar géneros e aprofundar temas. As minhas escolhas são sempre baseadas naquilo que gosto de ler, e no que faz mais sentido para mim, no momento. Não gosto de constrangimentos, obrigatoriedades ou exclusividades. Aprecio cada uma delas de forma diferente e escolho-as tanto quanto sou escolhida por elas.

8.       A história passa-se em Londres. Sentes afinidade com aquela cidade?

Londres terá sempre um cantinho especial no meu coração. Adoro a cidade, os seus ritmos, recantos e misturas culturais. Foi o palco perfeito para ‘Percepção’ e foi com enorme prazer que partilhei algumas das coisas que absorvi nas várias viagens que tive oportunidade de fazer. É, sem dúvida, uma cidade a visitar.

9.       Porquê o título percepção?

No domínio das ciências cognitivas, ‘percepção’ consiste num conjunto de processos mentais que recebem e interpretam os estímulos sensoriais fornecidos pelo meio. O indivíduo é uma conduta que recebe informação do ambiente que o rodeia, assimila esses dados, e interpreta-os.
É a acção de organizar os inputs, recebidos através dos sentidos, que nos permite viver em sociedade e agir de acordo com a ideia que fazemos de cada estímulo a que somos expostos.
A recepção e o uso destes estímulos são o tema principal deste livro, pelo que o uso do conceito científico, é adequado para explicar as capacidades sobrenaturais das personagens. Faz todo o sentido, usar o conceito como título, uma vez que ele é um vislumbre daquilo que podem encontrar nas suas páginas.

10.   Quando vais escrever a segunda parte?

Sem data marcada, mas ainda durante este ano, voltarei ao Universo de ‘Percepção’. Para já, planeio continuar a acompanhar os resultados deste primeiro livro, a envolver-me nos meandros da sua divulgação, e permanecer atenta às opiniões dos leitores. A pouco mais de um ano da data de publicação tenho recebido feedback no sentido de dar continuidade a esta história. Espero poder fazê-lo em breve.

Quero agradecer o convite para esta entrevista. Obrigada Liliana, pela tua simpatia e apoio, e desejo muito sucesso para ‘O Sofá dos Livros’.

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