sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

[Opinião] “Ana Karenina” de Leão Tolstoi (Publicações Europa-América)

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Sinopse:

*Um clássico intemporal!*

Por entre o frio de Moscovo e as neblinas geladas de São Petersburgo, uma história de amor imortal que nasce com um simples olhar. Uma paixão trágica que tudo abandona para se dedicar ao amor de um único homem. Uma heroína tão intensa e comovedora como Madame Bovary e a Dama das Camélias, que eternizou o nome de Leão Tolstoi colocando-o na galeria dos grandes génios da literatura universal.

/«Já se disse que a obra de Shakespeare, a de Balzac e a de Tolstoi são os três maiores monumentos erguidos pela Humanidade à própria Humanidade. Estou cada vez mais convencido de que isso é verdade!»/ André Maurois

Agora numa nova adaptação cinematográfica de Joe Wright, realizador de /Orgulho e Preconceito/ e /Expiação,/ com Keira Knightley e Jude Law, nos principais papéis, Aaron Taylor-Johson e Kelly Macdonald.

Leia o livro. Veja o Filme.

Ficha técnica:

Título: Anna Karenina
Autor: Leão Tolstoi
Colecção: Clássicos
Pp.: 872

Opinião:

Quando o livro me chegou às mãos fiquei de boca aberta com o seu tamanho e com um pouco de receio de que este fosse pesado. Comecei a ler e a partir do terceiro capítulo fiquei totalmente agarrada à história, o livro é extremamente viciante e os capítulos curtos facilitam muito a leitura. Li-o em apenas treze horas, o que para mim foi um record.
Falemos do livro em si. Tolstoi escreveu um romance intemporal, isso é um facto já assente e mundialmente aceite. A história não se centra na vida de Anna Karenina apenas, as personagens que se designariam secundárias ganham vida própria e ganham destaque. Isto faz com que a história tenha vários fios condutores. Tomando as cidades moscovitas como plano de fundo, o autor faz descrições simples e pequenas, mas eficazes. A acção avança num ritmo harmonioso, que facilita a leitura.
As personagens frequentemente têm lutas internas entre o que querem e o que é socialmente correcto. Todo o livro tem o tom de critica à sociedade russa da época, o que era comum nos escritores dessa época. Os livros eram utilizados como ferramentas de critica social. Tolstoi mostra-nos um mundo há muito desaparecido em que os vícios eram muitos e que deram origem à revolução russa, onde a alta sociedade russa se move, longe do povo.
Vemos a evolução das várias personagens, umas amadurecendo, outras regredindo.  Todas vivem em função da sociedade e do correcto, excepto Anna que cede aos seus desejos e aos caprichos do seu coração escandalizando todos os que a conhecem. O final desta personagem deixou-me triste, mas no contexto e na evolução desta personagem é compreensível. Será que ela é consumida pela paixão?
Vronski assume desde o início a posição de homem apaixonado. Mas rapidamente evolui e o ócio toma conta de si e começa a ficar aborrecido coma sua vida. Que decisão tomará? E como é que isso vai influenciar Anna?
Nem consigo imaginar o tempo que Tolstoi demorou a escrever este livro. Mas  a sua linguagem é simples e acessível.
Um livro intenso com uma história interessante e envolvente que se recomenda ler.
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